Bastardos chegam às locadoras e a tela pega fogo

Cortesia: www.cinelog.com.br

A lâmina da faca de Brad Pitt parece mais brilhante e afiada em DVD. E os efeitos do jorro de sangue parecem mais próximos. A sensação da sujeira do crime é quase palpável e me imagino como John Travolta limpando a TV e o tapete para não deixar nenhum rastro aparente.
É claro que “Bastardos Inglórios” não vai agradar gregos e troianos, da mesma forma como nenhum dos filmes anteriores de Tarantino agradou. Mas deve-se dar a mão a palmatória. Não há melindres no cinema deste realizador. Ele mexe com as noções de tudo. Da geometria linear em oposição aos desvios narrativos, do cinema trash com o clássico, do bom gosto com o mau gosto. E não tem medo de misturar filme de guerra com faroeste, drama de holocausto com comédia de disfarces.
Na guerra de Tarantino vale tudo, de crítico de cinema bancando espião, a atriz se fazendo passar por uma genuína Mata-Hari. Os Bastardos, bem estes parecem a turma do fundão, brincando com o faqueiro da mãe.
E Hitler, vejam só, dá gritinhos histéricos.
O senso de humor negro é ferino nesta terra a fantasia defumada por labaredas de fogo e regada por jatos de hemoglobina.

Clique aqui para ler a sequência.

Hamilton Rosa Jr. - Jornalista e Crítico de Cinema, Filmes Nacionais e Estrangeiros, DVDs, Blu-Ray, HD-TV, Entretenimento, Cults, Preview, Estréias, Mostra, Festival.

Comente